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05/02/2013

[Spoiler] Robert Singer fala mais sobre a 8ª temporada.



Há a alguns dias atrás havia sido liberado um artigo onde podíamos ler algumas informações sobre alguns retornos que teríamos em Supernatural. Acabamos postando uma síntese desses spoilers aqui no blog, então pra quem leu, talvez não tenha ficado claro que essas informações foram liberadas por Robert Singer, em uma entrevista do tamanho da sabedoria dos Winchester quando se trata de caçar. Abaixo segue uma `breve` tradução da entrevista:

Os meninos terão um novo QG. Perguntado sobre a sala secreta para a qual eles têm a chave, Singer disse: "A revelação do local é um set impressionante. É cheio de mistérios. Vai se tornar uma base para os meninos. Estamos realmente animados com isso. Depois de 8 anos sem nunca ter um lugar fixo, essa será a sede deles por um bom tempo e eu acho que vocês vão gostar do set, é muito legal."

O novo local terá muita informação para os Winchester. Perguntado sobre o que Sam e Dean vão encontrar no tal lugar, Singer disse, "Os Homens das Letras; se pegar o diário de John e multiplicar por 100, é o que terá. Ali estará toda fonte de informação que possa interessar aos rapazes. Os Homens das Letras estão extintos. O último sobrevivente era o senhor no asilo e ele está morto. Quando eles entram, o local está em perfeito estado, como se estivesse selado hermeticamente. Tudo está como era, limpíssimo, e o único sinal de que alguém precisou sair dali às pressas é uma partida de xadrez inacabada e um cinzeiro cheio de bitucas."

Mas eles não dividirão esses segredos tão cedo. "Acho que manterão o compartilhamento de informações na base do necessário. Não acho que farão uma convenção de caçadores lá e receberão todos para conhecer o local. Não é o estilo deles, mas eu não me surpreenderia se Garth aparecer e provavelmente quebrar um globo muito caro." 

O novo set será muito utilizado e funcionará como um espaço para se mostrar a ligação entre os irmãos [o artigo e Singer usam a palavra "bromance"] "Sam e Dean vão se esforçar para mantê-lo em segredo. Ele é também impenetrável. Já tivemos pontos de encontro antes, como a cabana de Rufus. Eles precisam de um local, não só para termos um set onde filmar, mas os caras precisavam de um lugar para relaxar e ter seus momentos de irmãos. Os outros sets que tivemos não eram os maiores. Quando virem esse set, perceberão que eles terão espaço para se mover melhor e haverá muita coisa legal ali dentro. Adam [Glass] teve a ideia e nós a abraçamos imediatamente. É um set bem caro, então vamos fazer bom uso dele."

Sam e Dean verão essa nova base de maneira diferente. Como cada um vai reagir à nova casa? "Claro que quando entram, Sam fica totalmente imerso no local e Dean fica feliz simplesmente por ter seu próprio quarto. Ele pendura pôsteres na parede. E diz a Sam 'Se você quer dar uma de geek, beleza, mas eu estou curtindo isso aqui'",  Singer revelou. 

Singer continuou, falando mais sobre as diferentes personalidades e como isso irá afetar o modo como verão sua nova casa: "Tudo se resume ao mais simples: Sam é mais o cérebro e Dean é mais os músculos ['MAIS', gente, ele disse 'MAIS'! Não disse 'só'!]. Sam tem uma fala em um episódio, não me lembro se foi ao ar ou não, em que ele diz 'você é o melhor caçador que eu já vi. Você é melhor que o papai' e esse é o Dean. Ele internaliza muito mais que Sam, de certa forma. Quando eles entram em assuntos emocionais, o maior catalisador é Sam. Esses são os personagens que desenvolvemos. Dean gosta de informação para entrar em ação. 'Maravilha, do que precisamos? Uma cimitarra do século I para arrancar a cabeça do cara? Legal, mãos à obra.' Esse é o Dean."

A sala dos segredos entrará no arco das tábuas. Perguntado sobre como a nova mitologia se encaixará no arco em andamento nessa temporada, Singer disse "Isso tudo entra no arco das tábuas. Se, por exemplo, Crowley puser as mãos na tábua dos anjos e conseguir decifrá-la, seria péssimo. A informação contida nesse bunker dos Homens das Letras, se caísse em mãos erradas, seria uma arma poderosa contra os meninos, então deve permanecer em segredo e muito bem guardada. Enquanto seguimos o caminho em direção ao final dessa temporada e tomara que ano que vem, reviravoltas dramáticas acontecerão, porque esse é um lugar importante."

A ideia dos Homens das Letras é nova e abrirá novas histórias, a começar pelo próximo episódio. Sobre contar o lado Winchester da família, Singer disse: "Até Adam chegar com essa ideia, nós nunca tínhamos contado sobre esse lado; vovô Winchester. Mas pensamos que em dar atenção ao que o Cupido  disse sobre tudo ter sido planejado e ser 'prioridade máxima' - era um fechamento para aquele círculo para nós e trouxe essa nova casa lotada de informações, que certamente levará a novas histórias. Vocês a verão se abrir nessa semana, é legal."

Eles quiseram que o personagem Henry Winchester fosse um contraste em relação aos rapazes. Sobre ter escolhido Gil McKinney para o papel de Henry, Singer disse "Ele veio e leu e nós achamos que era perfeito para o trabalho. Não estávamos procurando semelhanças físicas, já que havia uma geração de distância. Procuramos o melhor ator e um cara que achávamos que iria trabalhar bem com os rapazes. E também havia um contraste: era um cara mais elegante, mais letrado e mais educado e nossos rapazes são mais rústicos. Então, quando ele diz 'caçador', fica enojado por essa noção, mas percebe seu erro no final. Nós buscamos mais um contraste que uma semelhança familiar."

As diferenças entre Henry e seu filho John. "Bem, John foi produto do fato de crescer sem a companhia do pai, o que foi o primeiro de seus vários momentos de azar. Então, ele guarda mágoa do pai, porque pensou que o pai o havia abandonado. Agora que se sabe a verdade e em retrospecto, nos faz querer saber como ele teria sido, o que acho que os rapazes falam no final do episódio. Quisemos fazer isso porque conhecemos o outro lado da família e queríamos fechar o círculo. Agora sabemos por que John tornou-se quem foi em termos da relação que tinha com seu pai. Era para ter sido diferente. Ele tinha que ter sido um Homem das Letras, mas tornou-se um caçador por necessidade.

Henry fala muito de seu legado e da linhagem, isso faz com que Sam e Dean pensem que precisam ter alguém para levar isso tudo adiante? "Isso é interessante. Eu não acho que os rapazes pensam tão longe, sobre ter filhos seus. Talvez Sam tenha pensado nisso mais cedo, antes de ter que deixar Amelia. Talvez isso apareça mais para a frente de alguma forma. Eu não acho que Sam ou Dean tendo uma vidinha caseira é algo que os espectadores tenham muito interesse em ver."

Os personagens que já conhecemos voltarão, como Benny e Kevin? "Kevin volta, Benny volta. Castiel já voltou. Amelia talvez sim, talvez não. Mas acho que em todas as temporadas tentamos terminar o que começamos e responder perguntas e aí fazemos mais perguntas sobre o que quer que a próxima temporada peça. Acho que todos os personagens que introduzimos terão um final. Um de meus primeiros chefes nesse ramo me disse para nunca apresentar um personagem sem dar um final para ele. É um mantra pra mim." [Engraçado que ninguém perguntou do Jesse, o anticristinho...]

Começamos o episódio da semana retrasada com os irmãos em uma trégua tênue. Aquilo já passou? 
"Não acho que seja tênue. Eu penso que... o que acontece em episódios subsequentes é outro tipo de conflito entre eles, mas não necessariamente o conflito de 'eu quero fazer isso?' ou 'qual é o meu plano além de fechar os portôes do inferno?' ou qualquer coisa assim. É um conflito novo. Não vou dizer nada além disso, mas sempre haverá conflitos entre eles."

Vou perguntar sobre a hostilidade de Dean em relação a Henry. Claro, é porque ele deixou a família, ou pelo menos era o que Dean achava. Mas há algo no fundo relacionado ao fato de como as coisas terminaram mal com o avô do outro lado da família? Sua hesitação em confiar em alguém de novo?
"Não. Não acho que ele relacione as duas coisas de maneira alguma. Acho que foi estritamente a coisa da família. Dean provavelmente teve uma relação mais complicada com John que Sam. Para Sam estava claro desde sempre 'Eu quero sair dessa, eu quero ir pra faculdade.' Acabou não acontecendo, mas certamente esse era seu plano. Dean, creio eu, tinha mais conflitos a respeito do pai. Tem sido um fato consistente ao longo de todo o show que Dean sai em defesa do pai e John fez o sacrifício máximo por Dean. Acho que ele leva essas coisas mais para o lado pessoal que Sam. Foi um reflexo disso que se viu no último episódio."

Chegou a passar pela cabeça de vocês deixar Henry vivo, mesmo que o mandassem de volta, ou a ideia sempre foi que ele morresse no final? "Não. Eu acho que quisemos dar um encerramento e acho que foi bonito, um momento terno e triste. Eles conseguiram encontrar uma conexão com o avô que nunca conheceram. Um dos temas que sempre levamos é que algo sempre dá errado com as pessoas de quem ele se aproximam, e eles são solitários tradicionais e tudo o que têm é um ao outro. Penso que quisemos manter as coisas assim. Esse era o plano com Samuel também, que aquilo não era algo que duraria muito tempo."

Agora que desvendaram o lado dos Winchester, há planos de mostrar mais essa parte da famílial, como fizeram com os Campbell? "Não no momento. Mas sempre definimos, no início da temporada, em termos genéricos, o tema daquele ano e o que queremos dela. Às vezes, de início, não sabemos como ela vai terminar, só sabemos para onde vamos, mas não como vamos terminá-la. Essa seria uma discussão para o próximo ano na sala dos roteiristas. Basicamente, o que sempre aconteceu, fosse com Eric ou Sera ou agora Jeremy no comando, somos nós dois numa sala, jogando todo tipo de ideia por mais ou menos uma semana e saindo de lá com uma estrutura bem básica. Aí trazemos os demais roteiristas e começamos a preencher as lacunas. Mas sempre queremos, como eu disse, trazer aquela temporada a um desfecho, mas abrindo uma nova porta para o ano seguinte. "

O que pode dizer sobre o retorno de Castiel?
"Ele é crucial para a história das tábuas. Está passando por um problema grave, que é pessoal. Naomi está muito descontente com ele, Crowley está muito descontente com ele. Ele é um anjo confuso no momento."

O show acabou de confirmar a existência da tábua dos anjos. Podemos esperar que haja mais tábuas? "Não esse ano. Digo, temos a tábua dos demônios, a tábuas dos anjos e a tábua dos leviatãs. São quantas tábuas conseguimos lidar."

Falando em permanência, as mulheres não duram na nessa série. Acha que estão perto de achar o tipo de garota que poderia permanecer no show? "Felicia Day vai voltar para mais um episódio. Nós amamos Felicia. Não acho que um dia vá haver uma terceira pessoa. Não teremos uma Mulher Gato. Nosso feedback é de que não é uma coisa de que os fãs gostam. Nós vamos experimentando. Eu pessoalmente acho o personagem Amelia muito bom. Acho que mostrou um lado muito interessante de Sam. Acho que Liane fez um trabalho incrível. Não acho que haverá mais alguém. Veja, parte do apelo é que eles são os últimos sobreviventes. É o que eles são."

Há algo que possa dizer sobre o episódio de Felicia?  "O que ainda vai vir? Sabemos que ela estará nele, mas acabamos de começar a história. Sei que ela basicamente traz um caso para eles, mas não posso dizer muito mais do que isso."

Acabaram os flashbacks de Sam e Dean?
"Sim."

Vocês consideram que o arco de Amelia acabou? Você disse que ela pode voltar mais pra frente, mas em termos dessa parte do enredo estar finalizada. "Achamos que é um personagem de valor. Nós gostamos dela e isso cria uma boa complicação na vida de Sam. De novo, estamos terminando a temporada agora na sala dos roteiristas. Sei que conversamos sobre trazê-la de volta. Não temos nada específico."

Você planejam terminar a temporada com um gancho para a próxima? "Certamente vamos. Funcionou por sete anos. (risos) Eu sempre penso no que vocês querem saber. Há um velho ditado no show business que diz: "Deixe-os querendo mais". Acho que nessas oito temporadas nós fizemos isso. Então acho que vamos deixar algo pendurado, sim."

Pode nos dizer um pouco sobre como Dean se sente sobre viagem no tempo? 
"'Viagem no tempo é uma bosta, cara...' Ele ama quando é um cowboy ou quando consegue trabalhar com Eliot Ness. Acho que ele estava falando 'Será que eu preciso mesmo de um cara saindo do meu armário falando do meu pai agora que eu não sei exatamente como me sentir sobre ele?' O cara não foi o mais gentil com eles. Parecia estar tolerando os dois. E aí quando ele quer voltar, o que poderia basicamente cancelar sua existência, Dean pensou que viajar no tempo não era mais tão legal." [Errr... eu acho que ele gostou menos ainda quando a Anna os forçou a viajar e chegou a matar John e Sam. Que tal essa?] 

Nesse novo set, onde Sam e Dean vão esconder o carro?
"E uma boa pergunta, já que não temos Batcaverna, mas vou levar essa pergunta adiante. É uma boa pergunta."

Sam estava em dúvida nessa temporada se essa vida era algo que ele queria fazer. Mas ele diz ao final do episódio que ele entende e vê como é tudo necessário e miticamente destinado. Você diria que esse episódio solidifica o seu sentimento de que o que eles fazem é necessário?
"Bem, quando entrarmos de vez nessa de fechar os portões do inferno, isso se tornará a razão de ser para Sam. Eu acho... que será movido por vingança. Tem a ver com tudo... é o que matou sua mãe, matou todos os seus amigos, tudo isso. Acho que Sam diria que há uma boa porção de finitude se eles realmente conseguirem. E ainda acho que no fundo, no fundo, ele acha que existe uma vida normal em algum lugar para ele. De certa forma, Dean concorda com isso. Ele quer ver Sam feliz, mas eles têm esse trabalho a fazer. Agora, como TV é TV, eles terão outro 'trabalho a fazer' depois desse." Eu acho uma boa divisão de personalidade para os dois que um tenha sonhos e se permita sonhar, enquanto o outro é mais fatalista e meio que aceita isso. Eu espero que quando fecharmos as cortinas, Dean possa encontrar a paz e, se eu tiver algo a dizer a respeito, ele encontrará."

Mas Dean ainda está comprometido com as caçadas? 
"Está. Ele quer terminar esse trabalho e ir embora para fazer o que faz... Encontrar outra coisa para caçar." 

Em termos de mitologia, esse episódio realmente mudou o que sabíamos sobre os Winchester. Acho que é seguro dizer que os fãs são muito protetores da mitologia. Houve algo que tenham querido evitar? 
"Não, na verdade. Quero dizer, vamos onde a história nos leva. Não temos medo de tentar coisas novas. Nós honramos a mitologia, não fazemos curvas arbitrárias só porque 'seria legal', mas ela sempre evolui. Nós queremos sempre manter o frescor da história. Então coisas novas acontecem e nós as abraçamos. Foi assim que fizemos 'LARP and the Real Girl' e cartoons vivos e tudo isso. Não temos medo de dobrar qualquer tipo de realidade. Se funciona na nossa realidade, então funciona e pronto. Já fizemos coisas bem loucas. Nesse episódio, eu sou o "do contra" entre os roteiristas quando essas coisas aparecem. Eu sou o besteirômetro oficial de Supernatural. Mas Jeremy e Guy dizem, 'Ah não, isso vai ser legal.' E eu , 'Sério?' Aí eu vejo 'LARP and the Real Girl' e digo 'Uau. Esse é um bom episódio.' Eu sou a prostituta mais velha do quarteirão e estou aprendendo dia a dia também."

Parece que vocês quiseram passar a ideia de Henry ser um cara legal. Vocês podiam ter voltado lá e dito que ele saiu pra comprar leite e fugiu com outra mulher... 
"É. Isso nos fez bem. Novamente, essa ideia de que eles conhecessem seu avô e compreendessem que a noção que carregaram a vida toda sobre John, que o pai o abandonou e por isso ele se tornou quem foi, era incorreta. E a ideia de que alguém poderia dizer a John 'isso é o que aconteceu... Toda a raiva que você carregava não era real.' Existe uma redenção, uma paixão, um pathos ali. Além de tudo o que fazemos, acho que uma das razões para estarmos aqui até hoje é porque contamos histórias pessoais. De verdade, qualquer que seja o plot da semana, no fim das contas é 'como os irmãos se sentem sobre isso, como isso afeta sua relação, o que está por baixo da superfície da história?' O subtexto e o desenvolvimento dos personagens são sempre... quero dizer, depois que estabelecemos o básico 'vamos contar uma história de...' nós dizemos 'qual é a história emocional aqui?' Nós achamos que essa era uma boa história emocional."

Os irmãos disseram muita coisa pesada um para o outro e há essa tensão rolando a temporada toda. Da perspectiva dos roteiristas, já está tudo resolvido? Eles terão mais um papo sério?
"Acho que você pode contar com mais um papo emocional, sim. [Risos] Sim, sem contar muito, será por uma razão diferente, por algo que eles não contavam... A começar pelo próximo episódio, há algo que vai perdurar até o fim da temporada."

Podemos assumir que Vovó era uma pessoa normal ou ela também tem uma história secreta?
"Uau. Não sei. Talvez na 10ª temporada nós conheçamos a vovó."

Quanto mais vocês mexem na história dos Winchester, por acaso mais surge a vontade de dar um jeito de trazer Jeffrey Dean Morgan de volta? Eu sei que ele está ocupado com "Magic City."

"Sabe, já aconteceu de falarmos sobre isso, mas ele está indisponível e Deus sabe que ele teve uma despedida honrosa. Não nós falamos nisso, não."

Fonte e tradução: SPN Is Life.
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